Informações sobre a toxoplasmose, causas, sintomas, prevenção e tratamento da toxoplasmose, identificando os diversos tipos existentes.


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Tratamento da toxoplasmose

A necessidade e a duração do tratamento dependem das manifestações clinicas e do estado imunológico do paciente. A associação dos medicamentos sulfadiazina e pirimetamina é considerada o esquema de escolha, sendo sinérgica para os taquizoítos, embora não seja ativa contra os cistos teciduais. Uma dose de ataque de 200 mg de pirimetamina deve ser administrada por via oral dividida em duas doses no primeiro dia. Após isso, os pacientes devem receber entre 25 e 100 mg por dia por via oral. A dosagem depende da gravidade da doença e do estado imunológico do paciente. A sulfadiazina é administrada em uma dose de ataque de 75 mg/kg (até 4 g) por via oral; em seguida, 100 mg/kg (até 6 g) por dia divididos em duas doses. Outras sulfonamidas possuem menos atividade contra o T. gondii. O tratamento geralmente é continuado até 1 a 2 semanas após a resolução do quadro clínico, o que não vale para pacientes gravemente imunodeprimidos, como os com AIDS. Portanto, é importante um acompanhamento cuidadoso. Como a pirimetamina é um antagonista do ácido fólico, seu principal efeito colateral é a supressão da medula óssea. Pacientes em uso de pirimetamina devem receber de 5 a 20 mg/kg diários de ácido folínico (não ácido fólico) e devem ser submetidos a um hemograma completo duas vezes por semana. Pacientes em uso de sulfonamidas devem manter alto débito urinário para prevenir nefrotoxicidade induzida por cristais. Outros efeitos colaterais importantes das sulfonamidas são febre, exantema, leucopenia e hepatite.
A quimioterapia tem caráter, sobretudo supressivo, agindo sobre os toxoplasmas em fase proliferativa (taquizoítos), mas deixando fora de alcance os bradizoítos protegidos pelas formações císticas. Por isso as principais indicações terapêuticas são para o tratamento de processos e lesões em atividade.

Tratamento da toxoplasmose no caso de infecção aguda em gestantes

O uso de espiramicina na dose de 3 g por dia reduz a incidência da infecção fetal em 60%. Se o diagnóstico pré-natal evidenciar infecção fetal, a gestante deve receber S+P mais ácido folínico, a fim de tratar o feto. Por ser um teratógeno potencial, a pirimetamina não deve ser
administrada no primeiro trimestre. Em caso de necessidade, a sulfadiazina pode ser empregada isoladamente, mas sua eficácia assim não foi estudada.

Tratamento da toxoplasmose no caso de infecção em pacientes imunocompetentes

Pacientes com toxoplasmose linfadenopática só necessitam de tratamentos antimicrobianos se apresentarem sintomas graves ou persistentes. Infecções adquiridas por hemotransfusão ou por acidentes de punção podem ser graves e, portanto, devem ser tratadas. Pacientes com coriorretinite por Toxoplasma devem ser tratados com S+P. a dose recomendada de pirimetamina nesses casos é de 50 mg em dose única diária. A clindamicina, isolada ou combinada à pirimetamina ou à sulfadiazina, também é efetiva. Corticóides sistêmicos são associados ao esquema terapêutico quando a coriorretinite atinge a mácula, a emergência do nervo óptico ou o feixe maculopapilar.