Informações sobre a toxoplasmose, causas, sintomas, prevenção e tratamento da toxoplasmose, identificando os diversos tipos existentes.


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Testes de Diagnóstico de toxoplasmose

A toxoplasmose pode ser diagnosticada por observação direta dos parasitas nos tecidos, incluindo o material de lavado bronco-alveolar e biópsia de linfonodos. Coloração imuno-histoquímica e microscopia eletrônica também são utilizadas. Técnicas de PCR podem ser úteis, especialmente para a deteção de infeções congênitas no útero. T. gondii também pode ser isolado a partir de músculo, cérebro, sangue ou outros fluidos corporais, através de uma cultura celular ou por inoculação do rato. Técnicas de tomografia computadorizada são por vezes úteis em casos de toxoplasmose cerebral, e ultra-som pode ser usado no feto.
Mais frequentemente, as infeções são detetadas por sorologia. Os testes de IFA e ELISA são usados com mais frequência em seres humanos. Outros testes sorológicos incluem o teste de Sabin-Feldman hemaglutinação indireta, aglutinação em látex, aglutinação modificada e fixação de complemento. Um teste cutâneo é usado por vezes em estudos epidemiológicos. Testes IgM-específicos são realizados quando se torna importante saber o tempo de infeção, por exemplo numa mulher grávida. Um teste de IgM negativo sugere fortemente que a infeção não é recente, mas um teste de IgM positivo é de difícil interpretação; IgM especifico de toxoplasmose pode ser encontrado por um período que pode ir até 18 meses após a infeção aguda, e falsos positivos são comuns. Antes do início do tratamento, os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomenda que todos os aspectos positivos de IgM sejam verificados por um laboratório de referência. A sorologia não é confiável para toxoplasmose.

Diagnóstico sorológico da toxoplasmose

O diagnóstico sorológico se baseia principalmente na detecção de anticorpos específicos contra o parasito ,nas classes IgG,IgM e IgA de imunoglobulinas. A sorologia é a principal abordagem para estabelecer um diagnóstico de toxoplamose .A presença de anticorpos antitoxoplasma no curso da infecção permite a análise de perfis sorológicos,seja de infecção recente,em fase aguda ou de infecção antiga,em fase de latência ou crônica.
No sentido de determinar o momento da fase aguda,se  em  provável passado recente ou distante,é necessário mais de um único teste  sorológico.De inicio a pesquisa  de anticorpos específicos  para T.gondii nas classes IgG e IgM de imunoglobulinas dá as primeiras informações.Os Métodos mais utilizados para a pesquisa de anticorpos  IgG são ELISA, imunofluorescência (IFI) e hemaglutinação indireta (HAI). Para IgM é mais utilizado o  de imunocaptura de IgM por ELISA .
Estes testes permitem evidenciar que os anticorpos IgG surgem no soro geralmente durante a segunda semana pós-primo-infecção, atingem níveis máximos no primeiro ou no segundo mês,declinando daí em diante, mas permanecendo presentes em níveis baixos pelo resto da vida. Anticorpos  específicos IgM surgem mais precocemente,ainda na primeira semana pós-primo-infecção, atingem o pico no final do primeiro mês, desaparecendo em geral seis a dose meses após. Desta forma, um caso típico de toxoplasmose aguda pós-natal adquirida em passado distante, estando portanto o individuo na fase latente (crônica), teria anticorpos IgG específicos em níveis baixos e IgM específicos ausentes. Em contrapartida,uma toxoplasmose aguda recente ou atual se apresentaria com níveis elevados de anticorpos IgG, além da presença de anticorpos IgM.

Diagnóstico parasitológico da toxoplasmose

A positividade é muito pequena. A pesquisa direta do T. gondii pode por pesquisa em sangue, líquor, saliva, escarro, medula óssea, cortes de placenta, infiltrados cutâneos, de manifestações exatemáticas do baço, do fígado, músculo e, especialmente, de gânglios linfáticos.
A semeadura do material infeccioso em cultura de tecidos (contendo embrião de galinha ou fibroblastos humanos) é uma forma de diagnóstico da protozoose. Por ser um parasito intracelular obrigatório o T. gondii não tem como ser cultivado em meios acelulares. Após quatro dias o material deve ser corado e observado ao microscópio. A presença de células infectadas ou toxoplasmas livres no meio indica positividade.
Quando amostras teciduais persistirem duvidosas, métodos imuno-histoquímicos, de pesquisa genômica do parasita (PCR) e análise ultra-estrutural realizada por microscopia eletrônica podem ser aplicados.