Informações sobre a toxoplasmose, causas, sintomas, prevenção e tratamento da toxoplasmose, identificando os diversos tipos existentes.


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Precauções para toxoplasmose na gravidez

A toxoplasmose é uma infeção causada pelo parasita Toxoplasma gondii. Você pode obtê-la por comer carne infetada mal cozida, ou por manipulação de solo com fezes de gato que contenham o parasita. Embora a maioria dos adultos não apresente sintomas, inchaço dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça ou dores musculares podem ser visualizados. Na maioria dos casos, depois de uma pessoa ter obtido a toxoplasmose, ela não pode obtê-la novamente.

Cerca de 85% das mulheres grávidas nos Estados Unidos estão em risco para a infeção por toxoplasmose. As mulheres que tiveram recentemente contato com um gato, mesmo que esteja ao ar livre, ou que comam carne mal cozida, pratiquem jardinagem, ou que tiveram uma recente doença do tipo mononucleose, estão em maior risco. Há uma maior prevalência de toxoplasmose na Europa, onde a carne muito mal cozida é consumida.

Um exame de sangue pode determinar se você já teve toxoplasmose. Idealmente, os testes para toxoplasmose devem ser feito antes da concepção. Se uma infeção for identificada durante a gravidez, podem ser necessários vários testes para ver se a infeção é recente ou antiga.
Você deve discutir com o seu médico se deve ser testada para toxoplasmose.

Toxoplasma gondii pode ser encontrada na carne crua ou mal cozida, ovos crus e leite não pasteurizado.
Gatos que comem carne crua ou roedores podem ser infetados, e o parasita vive nas fezes do gato por duas semanas. 
Ovos de Toxoplasma gondii podem manter-se vivos em fezes de gato, enterrados no solo até 18 meses. Para evitar a infeção, as mulheres grávidas devem:
- Cozinhar a carne até que ela deixe de ficar de cor rosa;
- Usar luvas ao jardinar;
- Lavar todas as frutas e legumes;
- Lavar as mãos cuidadosamente depois de manusear carne crua, frutas, vegetais e depois de trabalhar o solo;
- Não tocar nas fezes de gato;
- Não alimentar os gatos com carne crua.

Medidas preventivas de toxoplasmose na gravidez ao nível de contato com animais e meio ambiente

As medidas preventivas de toxoplasmose durante a gravidez ao nível do contato com animais e o meio ambiente são:
  • Usar luvas ao fazer jardinagem e lavar sempre as mãos após o contacto com o solo ou areia.
  • Evitar manusear a liteira dos gatos, ou, se necessário, usar sempre luvas e lavar sempre as mãos após a sua limpeza.
  • Evitar alimentar os gatos com carnes cruas.
  • Evitar o contacto próximo com gatos (o que não significa ter que abdicar do seu animal de estimação).
  • Manter o seu gato de estimação exclusivamente em casa, não permitindo que ele consuma carne de caça ou carne crua. Alimentá-lo unicamente com rações comerciais apropriadas.

Medidas preventivas de toxoplasmose ma gravidez

As medidas preventivas de toxoplasmose na gravidez ao nível da alimentação são:
  • Comer a carne sempre bem passada (o parasita não resiste a temperaturas superiores a 61ºC).
  • Lavar bem todos os alimentos crus (vegetais e fruta).
  • Comer a fruta sem casca.
  • Não ingerir produtos lácteos não pasteurizados.
  • Lavar sempre as mãos após o manuseamento de qualquer alimento cru e antes das refeições.
  • Evitar levar as mãos aos olhos ou à boca quando se prepara a carne crua.

Toxoplasmose e gravidez

Certamente que estas palavras tão repetidas nos consultórios médicos já foram ouvidas por milhares de mulheres. Existirão motivos para preocupação? Que cuidados deverá ter a mulher para não colocar a sua gravidez em risco? Ou deverá ela desfazer-se automaticamente do seu gato…? 
A Toxoplasmose é causada pelo organismo Toxoplasma gondii. O gato é o reservatório natural do parasita. Em determinada fase do seu ciclo de vida, o parasita é excretado nas fezes dos felinos, permanecendo nos solos. Os hospedeiros intermediários (porco, carneiro, bovídeos) ingerem os produtos alimentares que nascem desses solos contaminados. A infeção humana resulta do contacto com gatos infetados, do contacto com o solo contaminado, da ingestão de carne crua ou mal passada, da ingestão de leite ou queijo não pasteurizado ou da ingestão de vegetais mal lavados. 
Em geral, a infecção do adulto ocorre de forma assintomática. Quando presentes, os sintomas são pouco graves e inespecíficos, originando um quadro semelhante a um síndrome gripal (por exemplo, febre, fadiga, dores  musculares). Contudo, o principal problema desta infeção resulta da eventualidade dela ocorrer durante a  gravidez e das graves consequências que daí podem advir para o feto. As sequelas da  toxoplasmose congénita podem ser graves e variam com a idade gestacional no momento da infeção. A taxa global de transmissão materno-fetal varia entre 15% no primeiro trimestre de gravidez, com consequências graves para o feto (abortamento espontâneo, morte fetal e graves sequelas neurológicas como surdez, perturbações da  visão e atraso mental) e 40% no terceiro trimestre, com apenas consequências ligeiras para a saúde do feto.
O rastreio da imunidade é realizado através das análises sanguíneas que a grávida vigiada deve efetuar trimestralmente e permite a identificação das grávidas não imunes ou inclusivamente a confirmação do diagnóstico da infeção. Nesta situação, está indicado o início do tratamento no sentido de se tentar evitar a transmissão materno-fetal (prevenção secundária) e minimizar as sequelas da doença (prevenção terciária). 
Contudo, e acima de tudo, o pilar da prevenção da toxoplasmose congénita reside na prevenção primária, ou seja, nos cuidados de higiene que as mulheres  não imunizadas devem ter. Os médicos dos cuidados de saúde primários desempenham um papel essencial na disseminação desses cuidados preventivos.

Idealmente, qualquer mulher em idade fértil deveria efetuar uma consulta de pré-concepção antes de engravidar, a fim de determinar o seu estado de imunidade. Contudo, se por algum motivo não souber se está imune ou não, e estiver grávida, deve tomar todas as precauções possíveis para diminuir o risco de contaminação. 
E não se esqueça… Se tomar todos os cuidados especiais, os gatos não representarão perigo algum.


Toxoplasmose na gravidez

A toxoplasmose na gravidez tem uma incidência elevada na Europa, aliás uma das mais elevadas no mundo, embora varie dentro de cada país. A transmissão materno-fetal do parasita só ocorre quando a infecção é adquirida pela primeira vez durante a gravidez. A taxa de transmissão vertical varia de acordo com a idade gestacional e o risco é maior durante o terceiro trimestre (de 5% às 12 semanas a 80% antes do parto). Contrariamente, a severidade da doença diminui com o aumento da idade gestacional (de 60% às 12 semanas a 5% antes do parto). A toxoplasmose congénita pode conduzir a uma grande variedade de manifestações, desde corioretinite ligeira, que pode estar presente vários anos após o nascimento, a abortamentos espontâneos, atraso mental, microcefalia, hidrocefalia e convulsões. Desde a introdução da vacina para a rubéola que a toxoplasmose é considerada a segunda infecção congénita mais comum a seguir ao citomegalovírus.